Comunica

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Ao iniciar-se a comunicação, ela é sempre feita por mensagens curtas e directas, e muito superficiais, para se conhecer e dar a conhecer o que é mais genérico e simples, para se aumentar a comunicação começa-se a alargar esse leque e da-se a conhecer cada vez mais.

Quando começam a conhecer-se melhor, deixa-se de precisar de estar em constante contacto para combinar o almoço o lanche o jantar, tudo e mais automático, começa-se a conhecer as rotinas e já nada se tem a dizer quanto a isso. E quando deixa de ser necessário estas pequenas conversas passa-se a querer e dar valor as longas conversas aquelas cara a cara, onde se fala do dia a dia,

Ora é nas conversas do dia a dia que se descobrem ou reavivam as diferenças, e é ai que entra a variável mais importante “o entendimento” em todas as discordâncias existem dois caminhos, evita-se ou entende-se a diferença.

Com a primeira nada se resolve mais tarde ou mais cedo voltam a aparece, já com as segundas evolui-se o entendimento, conhece-se e das-se a conhecer os pontos de vista e mesmo que não se chegue a uma conclusão definitiva, caminhou-se para lá, evolui-se.

Mas com esta preferência pelas conversas mais profundas surge um problema, quer-se sempre estar em contacto, sempre em troca de opiniões, sempre em evolução. Mas na sociedade e a forma como ela esta estruturada isso não é possível, falta tempo para as longas conversas e sobra tempo e métodos para a comunicação curta, isto gera uma mistura exclusiva.

A vontade de ter longos diálogos e apenas existir a possibilidade de comunicar em mensagens curtas e sem possibilidade de partilhar toda a mensagem cria algo extremamente desgastante, não só se criam desentendidos, como se torna impossível resolve-los. O que apenas funciona em longos diálogos e cara a cara, tem sido tentado por curtas mensagens, e confiem em mim, não vai dar bom resultado.

Mas haverá outra forma? Tem de haver se não damos todos em malucos.

Nas comunicação curta não cabe sentimentos, apenas uma mensagem, mas nos precisamos de mais, e é isso que tem faltado, quem tenta juntar o sentimento onde ele não cabe provoca falha na comunicação, apenas vai o sentimento, e do outro lado recebe-se uma mensagem incompleta, quem se foca na mensagem é acusado de não mostrar sentimentos, de ser frio e insensível .

E nestes segundo tipo de pessoas que me quero focar, mas como se acabou a inspiração deixo a tarefa de reflectir sobre isso para vocês.

Os pontos de reflexão são os seguintes:
- Porque se focam na mensagem
- Porque não procuram forma de juntar o sentimento

A minha resposta é: Não desperdicem sentimento onde ele não cabe, guardem-no e entreguem-no pessoalmente, mas não cometam o erro de esquecer como isso se faz, será uma luta longa terrível ate se conseguir recuperar.




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